A quantidade de pacientes internados, vitimados por acidentes de trânsito é mais do que o dobro da capacidade máxima dos leitos destinados pelo HGCA (Hospital Geral Clériston Andrade) para o setor de ortopedia.
As vítimas de acidentes, na sua maioria jovens, são maioria entre os internados na instituição, que atende várias dezenas de municípios da macrorregião de Feira de Santana.
São 36 vagas para que os acidentados sejam acomodados. Mais de 40 estão em macas espalhadas pelos corredores, à espera de uma vaga na ortopedia, que não raro demora a aparecer.
Outro ponto não apenas importante, mas extremamente preocupante, é que mais de 70% dos acidentados internados no HGCA são motociclistas. Uma verdadeira epidemia.
Para a diretora do hospital, Cristiana França, além da conscientização sobre pilotagem defensiva, urge a criação e aplicação de leis mais duras para punir os irresponsáveis ao guidom.
“Além da recuperação, que é demorada, estas pessoas podem ficar com danos físicos permanentes, como a amputação de parte da perna”, disse a diretora. Os joelhos são as partes mais atingidas nestes choques.
Afirmou que a redução dos casos de acidentes aumenta a capacidade de atendimento do hospital em outras especialidades médicas. Além de longos, os tratamentos ortopédicos são dispendiosos.
Outro ponto afirmado por ela, foi com relação à projeção do aumento de mortes nestes acidentes, por instituições especializadas.
Os levantamentos indicam, segundo ela, que em apenas quatro anos, a quantidade de mortes no mundo por acidentes vaio superar as causas de óbitos mais comum, que são AVC e ataques cardíacos.
Se mostrou preocupada com a chegada de novas montadores de motocicletas no país, que vai resultar na concorrência e a consequente redução nos preços destes veículos.
E, se nada de efetivo for feito, o aumento de motocicletas nas ruas vai refletir diretamente na permanente lotação das áreas de ortopedia dos hospitais.
O problema vai ser sentido no futuro não muito distante, prevê a diretora, porque a maioria dos envolvidos nestes acidentes ainda estão em idade produtiva, que é interrompida temporária ou permanentemente.
(Fonte: Batista Cruz / SertaoBahia.com.br)